terça-feira, 29 de março de 2011

10 Regras para criar filhos delinquentes

10 REGRAS PARA CRIAR FILHOS…. DELINQUENTES
1ª Comecem cedo a dar ao vosso filho tudo o que ele quer. Assim ele convencer-se-á, quando crescer, de que o mundo tem obrigação de satisfazer todos os seus caprichos.
2ª Se, enquanto pequeno, o vosso filho utilizar expressões grosseiras, achem-lhe graça. Isso fará com que ele se convença de que é espirituoso e levá-lo-á a refinar a sua linguagem ordinária.
3ª Não lhe dêem educação religiosa nem lhe inculquem princípios morais. Esperem pela sua maioridade para que, feitos os 18 anos, seja ele a fazer pessoalmente a sua escolha.
4ª Evitem recriminá-lo, para que ele não crie um complexo de culpa. Estes complexos, como toda a gente sabe, não deixam que as crianças desenvolvam a sua personalidade.
5ª Façam sempre tudo aquilo que devia ser o vosso filho a fazer. Arrumem as suas coisas e apanhem o que ele deitar para o chão. Desta maneira se habituará a empurrar para os outros as suas responsabilidades.
6ª Deixem que o vosso filho leia tudo o que lhe vá parar às mãos. Tenham o maior cuidado em esterilizar os talheres, os pratos e os copos, mas deixem que o seu espírito se alimente de imundices.
7ª Discutam e zanguem-se em frente dele. Isso é muito útil para que ele se convença de que a família é uma instituição nociva e de que não deve qualquer respeito aos seus pais.
8ª Dêem-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Evitem que ele o ganhe com o seu trabalho ou através do seu comportamento. Tem tempo. Deixem-no ser feliz enquanto é jovem.
9ª Satisfaçam todas as suas exigências ou caprichos, no que se refere a alimentação, vestuário e conforto, a fim de que o vosso filho não possa nunca sentir-se frustrado. As frustrações, como se sabe, não permitem que a personalidade se revele e torna as pessoas mais infelizes.
10ª Defendam sempre o vosso filho! Dos seus amigos, dos vizinhos, dos professores e até – principalmente – da polícia. É tudo gente desprezível que apenas pretende embirrar com ele…
(Adaptação de um panfleto da Polícia de Houston, Texas, distribuído há alguns anos a todos os habitantes da cidade)

link: http://educacao.aaldeia.net/regras-criar-filhos-delinquentes/

Poemas de Manoel Bandeira

ARTE DE AMAR

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira


Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
-Eu soubesse repor_
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!
Manuel Bandeira

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tempo e espaço: há ou a?

Para marcar distanciamento no tempo ou no espaço, usa-se a preposição “a”, não a forma do verbo haver “há”. Esta indica o tempo decorrido, passado, e pode ser substituída pela forma “faz”.
É por isso que dizemos indiferentemente “Há dez anos que não se veem” ou “Faz dez anos que não se veem”.
Se não se tratar de tempo passado, o correto será usar a preposição “a”. É isso o que ocorre em construções como “A dois meses da eleição, o candidato sofreu um acidente” ou “Daqui a dois meses, haverá eleição”. Em ambos os casos, assinala-se não o tempo que já passou, mas um intervalo.
Uma construção como “a dois meses da eleição” exprime um momento anterior à eleição (esta ocorrerá dois meses depois desse momento). Ao dizermos “daqui a dois meses”, estamos estabelecendo um intervalo compreendido entre o ponto de partida e o ponto de chegada (de...a).
É comum haver confusão entre “há” e “a” quando o assunto é tempo. No caso expresso abaixo, porém, a confusão foi mais longe. Veja:
"Só que, nesse dia, por conta de um soluço geológico ocorrido milhares de quilômetros de distância..."
Aqui temos um caso claro de distância (espacial), em que só caberia usar a preposição. Se se tratasse de um “soluço geológico ocorrido há milhares de anos” (tempo), o verbo “haver” estaria corretamente empregado. A ideia, no entanto, era outra. Tratava-se de um “soluço geológico ocorrido a milhares de quilômetros”(espaço).
Veja, abaixo, a correção:
Só que, nesse dia, por conta de um soluço geológico ocorrido a milhares de quilômetros de distância...

link: http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/tempo-e-espaco-ha-ou-a.jhtm

Onde ficam as vírgulas?

Muita gente apela para a intuição na hora de colocar as vírgulas, mas nem sempre os resultados dessa prática são satisfatórios. Há certas regras que, seguidas, facilitam a compreensão do texto.
O aposto explicativo, por exemplo, deve ficar entre vírgulas. Esse tipo de aposto contém uma explicação acerca do termo anterior, ou seja, uma informação de caráter suplementar. Assim: “A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, receberá o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama”. Note que seria possível eliminar os nomes Dilma Rousseff e Barack Obama sem prejuízo do sentido da frase (A presidente do Brasil receberá o presidente dos Estados Unidos), pois eles são meramente explicativos. Esse tipo de elemento fica entre vírgulas.
Veja o que ocorre no fragmento abaixo:
Obama e a família – a primeira-dama Michelle Obama e as filhas Malia e Sasha–  estarão em Brasília, no próximo dia 19, e no Rio de Janeiro, dia 20.
Entre travessões está explicado o termo “família” (de Obama). Trata-se, portanto, de um aposto. Até aí, sem problemas. Observe, porém, que, no interior do aposto, há outros apostos. Seria possível dizer apenas
Obama e a família – a primeira-dama e as filhas do casal– estarão em Brasília...
Os nomes das pessoas funcionam como apostos explicativos. Deveriam, portanto, estar entre vírgulas. Assim:
Obama e a família – a primeira-dama, Michelle Obama, e as filhas, Malia e Sasha–  estarão em Brasília...
A vírgula que encerraria o segundo aposto (depois de Sasha) desaparece em virtude da presença do travessão.
O problema de vírgulas do fragmento, no entanto, ainda não está resolvido. Os adjuntos adverbiais de tempo estão desnecessariamente separados por vírgulas. Como estão depois de adjuntos adverbiais de lugar, essas vírgulas são dispensáveis. Assim:
... estarão em Brasília no próximo dia 19 e no Rio de Janeiro no dia 20.
Observe que, quando os adverbiais são da mesma natureza, usam-se as vírgulas. Assim:
Amanhã, às 14h,será realizada a reunião.
Os dois adjuntos adverbiais indicam tempo, o primeiro é mais geral (amanhã), o segundo é mais preciso (às 14h).
Abaixo, o fragmento com as vírgulas recolocadas:
Obama e a família –  a primeira-dama, Michelle Obama, e as filhas do casal, Malia e Sasha –  estarão em Brasília no próximo dia 19 e no Rio de Janeiro no dia 20.

link: http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/onde-ficam-as-virgulas.jhtm

Por que, porque, por quê ou porquê? O uso correto segundo a gramática



  • Por que (separado, sem acento)

  • Utiliza-se nas interrogativas, sejam diretas ou indiretas. É um advérbio interrogativo. Exemplos:

    Por que ele foi embora? (interrogativa direta)
    Queremos saber por que ele foi embora. (interrogativa indireta)

    Dica: Coloque a palavra "motivo" ou "razão" depois de "por que". Se der certo, escreva separado, sem acento.
    Queremos saber por que motivo ele foi embora.

    Por que pode também equivaler a pelo qual, pela qual pelos quais, pelas quais, sendo o que, nesse caso, um pronome relativo. Exemplo:

    Aquele é o quadro por que ela se apaixonou.

    Dica: Substitua por que por "pelo qual, pelos quais, pela qual ou pelas quais":
    Aquele é o quadro pelo qual ela se apaixonou.



  • Porque (junto, sem acento)

  • Estabelece uma causa. É uma conjunção subordinativa causal, ou coordenativa explicativa. Exemplos:

    Ele foi embora porque cansou daqui.
    Não vá porque você é útil aqui.

    Dica: Substitua porque por "pois".
    Ele foi embora pois se cansou daqui.

    Também utiliza-se porque com o sentido de "para que", introduzindo uma finalidade:
    Ele mentiu porque o deixassem sossegado.


  • Por quê (separado, com acento)

  • Em final de frase ou quando a expressão estiver isolada, usa-se por quê. Exemplos:

    Ele foi embora por quê?
    Você é a favor ou contra? Por quê?


  • Porquê (junto, com acento)

  • Equivalendo a causa, motivo, razão, porquê é um substantivo. Neste caso ele é precedido pelo artigo o. Exemplo:

    Não quero saber o porquê de sua recusa.

    Dica: Substitua "porquê" por "motivo".
    Não quero saber o motivo de sua recusa.

    link: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u35.jhtm

    quarta-feira, 23 de março de 2011

    Professores terão bolsas de mestrado a distância

    O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira, 21, a concessão de bolsas de mestrado profissional a distância para professores da educação básica que lecionam em escolas públicas. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, onde a presidente da República, Dilma Rousseff, condecorou 11 educadoras com a medalha da Ordem Nacional do Mérito.
    Concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB), as bolsas exigem dos docentes, como contrapartida, o compromisso de continuar em exercício na rede pública por um período de cinco anos após a conclusão do mestrado. A medida, que será formalizada por meio de portaria do Ministério da Educação, a ser publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 22, faz parte de um conjunto de ações para elevar a qualidade da educação básica, definida pelo MEC como “área excepcionalmente priorizada”.
    Segundo o ministro, a intenção é que as universidades reajam à provocação feita pelo MEC e ofereçam mais cursos. “Queremos garantir o prosseguimento do estudo do professor, agora com mais que uma especialização – com um mestrado”, explicou o ministro. Os docentes poderão acumular a bolsa com seus salários.
    A cada mês de março, o benefício será liberado e terá vigência máxima de 24 meses. Existe, também, a possibilidade de concessão de bolsas para mestrados presenciais, desde que em cursos aprovados pela Capes e consideradas algumas situações de interesse específico do Estado.
    O não cumprimento do compromisso de cinco anos de exercício em escola pública, após o curso de mestrado a distância, implicará a devolução dos recursos. As próprias instituições de ensino vão estabelecer seus critérios de seleção. “Nada impede, entretanto, que sejam reservadas vagas para professores que já estejam em exercício”, argumentou Haddad.
    Pacote – Além das bolsas, outras iniciativas se destacam quando o assunto é a qualificação de professores da educação básica: a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a expansão das universidades e dos institutos federais. Estes últimos têm, inclusive, uma reserva de vagas para ser suprida em cursos de licenciatura em matemática, física, química e biologia. A preocupação em formar professores nessas áreas também é destacada na portaria que será publicada nesta terça.
    Como principal meta de qualidade, o Brasil deve atingir a nota 6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) até 2021. No ano de sua última aferição, em 2009, a média brasileira era de 4,6, numa escala que vai de zero a dez.
    Fonte:  portal.mec.gov.b

    link: http://www.educacaoadistancia.blog.br/professores-terao-bolsas-para-cursos-de-mestrado-profissional-a-distancia/

    domingo, 20 de março de 2011

    Pedagogia da Ternura

    Não há quem não se queixe da violência. Não somente da agressão física, mas também de formas, se não evidentes, ainda sutis e perniciosas que dificultam e até impedem o viver com proficiência.

    Agride-se o ser humano não somente subtraindo-lhe o que por direito lhe pertence, mas, sobretudo, negando-lhe os nutrientes indispensáveis à vida: reconhecimento, respeito, afeto e ternura. Carecemos de uma pedagogia da ternura que conduza os processos de criação e educação.

    Este livro vem dar uma contribuição a pais, professores, psicólogos, assistentes sociais e tantos quantos têm como missão pessoal cuidar do outro, independentemente do momento em que cada um esteja na sua curva de desenvolvimento.

    A ternura instrumentaliza o processo de formação pessoal, atendendo à singularidade de cada um, respeitando, desse modo, o patrimônio individual.


    SUMÁRIO

    • Sobre o conteúdo
    • Sobre a pedagogia
    • Sobre a ternura
    • A figueira infrutífera
    • Analfabetismo afetivo
    • A verdade em compasso de ternura
    • Palavras impensadas
    • Acolhimento e encolhimento
    • A forma e o formato
    • Tortura pedagógica
    • Insistência pedagógica
    • Respostas prontas para situações inacabadas
    • Arquivo morto
    • A crítica sistemática
    • Não matarás
    • Necessidades educativas especiais
    • Terna adoção
    • Momento de desenvolvimento
    • Referências
    DESTAQUES

    O fracasso dos nossos esforços educativos deve-se, quase sempre, à dificuldade de percebermos (ou aceitarmos) que o outro, pelo receio de enfrentar uma situação de medo de aprender por se achar incapaz de conseguir o que dele se espera, prefere continuar no fracasso para não ser submetido a viver em uma situação que o deixe em sobressalto diante da expectativa alheia.

    O encontro com as pessoas implica, muitas vezes, o desencontro com ideias, atitudes e ações inaceitáveis sem, no entanto, rejeitar a pessoa como semelhante e, ao mesmo tempo, como diferente, a quem, ternamente, podemos propor caminhos, referências e criar juntos trajetórias que, sendo paralelas, por isso mesmo, nos darão o ensejo de caminhar lado a lado com elas. A ternura se parece mais com o lado a lado do que com o face a face na relação entre as pessoas.

    Há palavras que são pesadas como pedras que jogamos no fundo de um lago. Lá se acomodam sem sabermos o que acontecerá. Outras há que, de tão leves, se assemelham às penas dos pássaros que o vento dispersa sem saber aonde vão chegar. Umas e outras são interrogações. Talvez não consigamos mais arrancar a pedra que se alojou no fundo do lago e, muito menos, juntar as penas que o vento, na sua dança de improviso, espalhou pelo mundo afora. A palavra que dizemos é um pedaço de nós. Boa ou má, nobre ou perversa, estimulante ou desanimadora.

    Há pessoas que, estando vivas, sentem-se mortas pela insensibilidade que delas se apoderou. Muitas vezes, porque lhes faltou a manifestação de ternura daqueles que estão ao seu redor. Na criança, a carícia corporal e as palavras compostas em uma declaração de amor; no adolescente, a presença que ora sustenta para evitar os riscos dos descaminhos e ora liberta para dar ensejo à incorporação da liberdade; no adulto o reconhecimento das lacunas vividas e a busca, às vezes titubeante, dos projetos que ainda não realizou; no adulto idoso, o reconhecimento de uma trajetória que se finda na esperança de uma forma qualquer de compreensão e aceitação do que lhe foi possível, mesmo que tenha sido pouco segundo as medidas da nossa expectativa. 


    Compre o seu livro: http://www.luizschettini.psc.br/index01.htm